domingo, 10 de março de 2013

Recado ao Senhor 903


“Vizinho,
Quem fala aqui é o homem do 1003. Recebi outro dia, consternado, a visita do zelador, que me mostrou a carta em que o senhor reclamava contra o barulho em meu apartamento. Recebi depois a sua própria visita pessoal – devia ser meia-noite – e a sua veemente reclamação verbal. Devo dizer que estou desolado com tudo isso, e lhe dou inteira razão. O regulamento do prédio é explícito e, se não o fosse, o senhor ainda teria ao seu lado a Lei e a Polícia. Quem trabalha o dia inteiro tem direito a repouso noturno e é impossível repousar no 903 quando há vozes, passos e músicas no 1003. Ou melhor; é impossível ao 903 dormir quando o 1003 se agita; pois como não sei o seu nome nem o senhor sabe o meu, ficamos reduzidos a ser dois números, dois números empilhados entre dezenas de outros. Eu, 1003, me limito a Leste pelo 1005, a Oeste pelo 1001, ao Sul pelo Oceano Atlântico, ao Norte pelo 1004, ao alto pelo 1103 e embaixo pelo 903 – que é o senhor. Todos esses números são comportados e silenciosos: apenas eu e o Oceano Atlântico fazemos algum ruído e funcionamos fora dos horários civis; nós dois apenas nos agitamos e bramimos ao sabor da maré, dos ventos e da lua. Prometo sinceramente adotar, depois das 22 horas, de hoje em diante, um comportamento de manso lago azul. Prometo. Quem vier à minha casa (perdão: ao meu número) será convidado a se retirar às 21h45, e explicarei: o 903 precisa repousar das 22 às 7 pois as 8h15 deve deixar o 783 para tomar o 109 que o levará ate o 527 de outra rua, onde ele trabalha na sala 305. Nossa vida, vizinho, está toda numerada: e reconheço que ela só pode ser tolerável quando um número não incomoda outro número, mas o respeita, ficando dentro dos limites de seus algarismos. Peço-lhe desculpas – e prometo silêncio.
[...] Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que um homem batesse à porta do outro e dissesse: ‘Vizinho, são três horas da manhã e ouvi música em tua casa. Aqui estou’. E o outro respondesse: ‘Entra vizinho e come do meu pão e bebe do meu vinho. Aqui estamos todos a bailar e a cantar, pois descobrimos que a vida é curta e a lua é bela’.
E o homem trouxesse sua mulher, e os dois ficassem entre os amigos e amigas do vizinho entoando canções para agradecer a Deus o brilho das estrelas e o murmúrio da brisa nas árvores, e o dom da vida, e a amizade entre os humanos, e o amor e a paz.”

Bibliografia: 

BRAGA, Rubem. "Para gostar de ler". São Paulo: Ática, 1991. 
Disponível em: Acesso: 10 de mar. 2013.

segunda-feira, 4 de março de 2013

A Oliveira (Poesia)

A OLIVEIRA

Mais um dia se completa,
no fim de tarde tranquilo,
a tranquilidade serena,
no descansar de um dia,
a luz dos instantes,
no verdor da árvore frutífera,
prospera o símbolo pacífico,
do azeite oleico,
que brota da fruta verde,
de suas folhas finas,
que balançam à noite,
com a brisa suave,
na noturna obscuridade,
sonolenta e mágica,
na glória de um sonho,
que nos inspira a pensar,
no despertar de um novo dia,
no alvorescer da razão,
da oliveira florescida,
cujo símbolo é de paz,
que nos azeita a vida,
sendo um grande símbolo de união,
e representação da paz.

Por: ALESSANDRO DE OLIVEIRA ARANTES
Graduado em Letras, língua portuguesa (UERN) 
Pós-graduando em Leitura e Produção Textual (UFRN)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Soldado Gravão falando bobagens do som (Poética Dialógica)


Escutei uma pessoa dizer, ainda nessa semana, que iria tirar o som, mas qual som?, dizendo:

LT - Ei, vou ali tirar um som, espere aí que já volto.
PR - Como assim, tirar o som?
LT - Ué?, não sabe o que é isso?
PR - Você vai tocar?
LT - Não, vou tirar o som
PR - Que som?
LT - Ué? agora vem dizer que não sabe o que é um som? agora deu!
PR - Som tem em todo lugar, de carro, de rádio, de música, de instrumentos e até de banheiro.
LT - Banheiro? e o que tem isso a ver?
PR - Agora você vem dizer que não tem som no banheiro?
LT - Sei lá? no lá de casa não.
PR - Tem sim, som de chuveiro, de vaso...
LT - Peraí! rapaz!, não é desse som que estou falando não.
PR - E é de qual mesmo?
LT - Você sabe qual é e não quer me dizer.
PR - Sei não, se soubesse já teria dito.
LT - Rapaz, você não lembra do que eu disse na semana passada?
PR - Não! não lembro não.
LT - Deixe de ser doido, e vá pegar o som.
PR - Que som? pergunte aquele rapaz lá da esquina.

LT decide chamar o rapaz da esquina, para saber onde está o som, aí ele pergunta:

LT - Ei bicho, você sabe me dizer onde está o som?
BF - Rapaz? não sei de som não.
LT - Pô, cara? PR disse que você sabia.
BF - Quem? eu? ele está louco, não sei de que som está falando?
LT - PR venha cá!
PR - Explique para qual é o som?
LT - Vou explicar para os dois, fiquem atentos.
LT - O som é grande, afinado, gravão, me custou várias notas, e me deixa relaxado.
PR - Aáaa!!! acho que sei qual é?
LT e BF - E qual é ???
PR - Deixa eu pensar mais um pouco... gravão, afinado, grande, custou várias notas e deixa relaxado, só pode ser o que mesmo?
LT - Nãaaao!!!!! você está louco é!!!!
BF - Acho que ele está mesmo, não lembra o que é?
PR - Eu não estou louco não, parece até que vocês não tem dó de mim, e ficam falando bobagens, falando que nem soldado.
LT - Perái!!!, você disse dó, soldado, falando?
BF - Eis uma pista!
PR - O que? como assim pista?
LT - Soldado, dó, falando? lembra o que?
BF - Soldado? é soldado, tem dó?, tem dó, falando? está falando, e só pode se o que?
PR - O som do falante do soldado, que não tem dó, e que só fala bobagens, é isso?
LT - Nãaaaao!!!!!! está doido é? p.....!!!
BF - Calma! ele disse uma parte, olhe bem.
BF - Som >>> soldado>>dó>falando
PR - SOL Da DÓ FA LAn Do, parece o que?

LT - Escuta alguém tocando algo na rua, escutando um som parecido com o que ele falou na pista, e aí surge outro alguém:

MR - PR, me trás um som aí que tenha: soldado, dó, falando bobagens.
PR  - Está na mão.
LT  - Ei!, esse aí é o meu som.
BF  - Sério?
LT  - Sim!
BF  - Pensei que estava falando do som do soldado que fala bobagens.
LT  - Sim!, esse som é do soldado que fala bobagens.
PR  - E quem é esse soldado?
MR - Sou eu!, mas não falo bobagens, acho que é outro soldado.
PR  - Não, acho que me confundi.    
BF  - O soldado é o personagem do som.
LT  - Não! o soldado é o tipo de som, que tem dó, falando do soldado.
MR - Peraí! que história é essa de dó falando soldado
LT  - Dó, Fa, La, Do, Sol.
BF  - Sim!!! já sei de que som ele fala.
MR - Qual?
PR  - Acho que é do som Dófala do sol.
DFD - Quase lá meu amigo!
PR - Que é este?
LT - Este é Dófala do Sol.
MR - Então este é o cara do som?
LT - Sim.
BF - Este é que tem o som soldado e gravão, não é?
LT - Sim, ele mesmo, e que custou várias notas, muitas notas.
MR - Mostra aí esse som soldado dele.

DFD - LT mostra a eles o som, está atras da porta.

LT mostra o som para eles.
BF, MR e PR entram na sala e não veem nada, e logo LT pede para eles colocarem uns fones de ouvido, e aguardem sentados em silêncio, enquanto ele pega as notas.

LT e DFD chegam com as notas nas mãos, e logo pedem para segurar cada uma, e irem lendo antes de tirar os fones de ouvido, e uma outra pessoa chega com um pau na mão, com umas cordas, outro com uma lata de nescau, outro com uma tampa de panela, e o outro com um tablet, e pedem para colocarem novamente os fones, e ligarem-os, pois eram sem fio, e aguardassem.

MR irado disse que era uma palhaçada isso, e iria embora, mas LT pediu a ele que ficasse, pois era muito importante para ele.

DFD pediu para que começasse, pedindo que ligasse o som, e começasse a tirar som, e gravar no tablet. Aí cada um fez o que pedia nas notas, e depois passaram para o tablet, e colocaram no som quando saíram da sala, sem os fones, e aí pediram que colocassem um microfone só na outra sala, e ligassem, daí pediam que fizessem: aí, ói; ou, tre, tre, lá, lá, dó, sol, fá.

Depois disso, saíram da sala e entraram no carro, e esperaram DFD e LT chegarem, mas quando chegaram, perceberam algo soldado, e ao lado algo que estava escrito várias bobagens, e está escrito: É Grave! custou várias notas! e vai sair no rádio.

BF e MR sem entender, olharam para trás e viram a peça soldada, e olharam de perto e pediam para PR tirar o selo de sol que estava colado em cima de uma clave de fá, ao lado da faixa escrita Soldado Gravão, depois disso, DFD e LT chegam com mais uma pessoa, para dirigir o carro, e eis a surpresa:

LT - Agora sim terminamos o serviço, e agora rumo a rádio, mas antes gostaria de apresentar a vocês nosso motorista, que foi militar, o soldado gravão, eles surpresos, não entenderam, e perguntaram:

MR - Soldado Gravão? mas porque tem esse nome nessa parte soldada?

SD Gravão - É porque isso que você está mostrando é o som.

BF - Então esse é o som? não é?

SD Gravão e LT - Não! o som foi o que vocês fizeram.

MR, BF e PR - Nós?

LT - Sim, vocês junto com o pessoal e DFD.

LT - SD Gravão, solta o som!

SD Gravão - Lá vai!

[som do carro] aí, ói; ou, tre, tre, lá, lá, dó, sol, fá.
Dófala do sol  aí, ói; ou, tre, tre, lá, lá, dó, sol, fá.
Gravão!!!  aí, ói; ou, tre, tre, lá, lá, dó, sol, fá.
 aí, ói; ou, tre, tre, lá, lá, dó, sol, fá. Dófala!!!  aí, ói; ou, tre, tre, lá, lá, dó, sol, fá. Sol!!! Peraí! que história é essa de dó falando soldado Dó, Fa, La, Do, Sol.
Gravão!!! esse é o som!!!

Surpresos, eles perguntam:

MR,BF e PR - Nós fizemos isso?
LT - Junto com o DFD, com o apoio do Gravão que fez as notas, e o PR que deu as pistas para a base. Pensavam que era o que? o cd, não, o cara da esquina?, o som do cara que falava bobagens, não!, é o som do Soldado Gravão, e do Dófala do Sol, entenderam agora. Agora vamos ver se agora conseguimos fazer sucesso:

Soldado Gravão e Dófala do Sol, falando bobagens e afinados no som, com participação de pau de mão e lata de nescau, direto no seu rádio, nas ondas do som.


Por: Alessandro de Oliveira Arantes (EEMJH/UERN/UFRN)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

"Mas" ou "Mais" eis a questão?

Nas construções frasais da língua portuguesa, costuma-se usar bastante a conjunção adversativa Mas, e também o advérbio de intensidade Mais; a primeira, possui o sentido de algo contrário, oposto numa frase, onde ocorre um paradoxo entre as ideias das orações, essa conjunção se equivale ao porém ou todavia; já o segundo, expressa superioridade ou uma quantidade acima, sempre expressa algo no substantivo, caracterizado pelo verbo, sendo que ele vem junto ao verbo que caracteriza o substantivo, dando ênfase a ação expressa.

Exemplos de aplicação do "mas" e "mais":

Exemplo 1: aplicação do mas

I. Estamos planejando para fazer uma visita ao Chile, mas se o vulcão não voltar a entrar em erupção.
II. Nós vamos viajar para o sul do país, mas iremos mesmo é viajar para o nordeste.

Exemplo 2: aplicação do mais

I. Aquele carro é mais equipado que o modelo anterior.
II. O ônibus possui uma pintura que deixa o visual mais bonito.

No inciso I, do exemplo 1, notamos que o mas possui o sentido de porém, exprimindo uma incerteza sobre o futuro, mostrando uma possibilidade de ocorrer o contrário daquilo que foi planejado. Já no inciso II, observamos que o mas possui o sentido de todavia, mostrando uma ideia contrária, expressando uma ideia momentânea, e logo surge uma ideia contrária, que suprime a anterior.

No segundo exemplo, no inciso I, verificamos a questão da superioridade expressa, exaltando a qualidade do substantivo, no caso o carro, em comparação com o carro anterior; no inciso II, nota-se a mesma questão, quando denota-se uma característica melhor do substantivo.

Exemplos de má aplicação do "mas" e "mais":

Exemplo 1:

I. Achamos que você é mas doido que ele.
II. Podemos falar mas alto só por um instante?

Exemplo 2:

I. Acabamos de ver o sinal fechar, mais ficou logo ficou verde.
II. Desejamos comer lasanha, mais trouxeram pizzas.

Nesses casos citados acima, notamos as inadequações expostas, e que são comumente empregadas na fala coloquial, por desconhecimento das regras gramaticais, e que causam certo estranhamento e problemas no sentido das frases. Linguisticamente esses usos são chamados de disfonia, quando há uma degeneração na pronúncia que faz com que ocorra uma síncope, que é a supressão de fonemas do meio da palavra, no caso o [ i ] que é suprimido, por isso ela acaba se parecendo com outra diferente (ex.1), e no caso do exemplo 2, ocorre a adição do fonema [ i ], fenômeno chamado de epêntese, que é acrescentado a palavra, mudando completamente o sentido da palavra.

Por fim, o uso do "mas" e do "mais" deve ser feito com cuidado, pois o emprego incorreto pode causar sérios problemas no texto, e modificar o sentido da mensagem escrita, por isso, deve-se seguir as normas gramaticais que regem estas partículas, no caso, a conjunção adversativa, e o advérbio de intensidade, que também pode ser usado antes de um pronome ou ligado a ele. As conjunções são importantes, pois são elas que ligam as orações, já os advérbios ajudam a dar uma característica a ação expressa pelo verbo, e seu bom uso é imprescindível para dar sentido a uma mensagem expressa.

Referências:

_____. Yahoo Respostas: Sociedade e cultura. Idiomas e Línguas. Yahoo Brasil: São Paulo, 2009.



quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A romanização e o latim vulgar (Aspectos gerais)

ARANTES, Alessandro de Oliveira (UERN)

Introdução

Todas as línguas ibéricas derivam do Latim, exceto o Basco. A origem do português remonta ao Latim, desenvolvendo-se após a evolução da língua latina vulgar, misturada aos dialetos da península ibérica na época das colonizações. Nessa região, foram desenvolvidos dialetos nativos, que ao se misturarem ao Latim vulgar, deram origem a outros dialetos mais fortes, entre os quais, foram formadas vulgarmente, adquirindo aspectos de pronúncia e escrita diferentes da padrão latina, passando a adotar vocábulos comuns entre as duas línguas, além dos neologismos criados.

Aspectos  históricos

Na península ibérica, as antigas línguas, chamadas de neolatinas, eram línguas variacionais, que por sua vez possuem base latina, entre elas destacam-se: o galego-português, o astur-leonês, castelhano, navarro-aragonês e catalão, sendo que, esta última, bem diferente das demais línguas, assim como o basco, que evoluiu do provençal, além disso, o mirandês, uma língua leonesa, falada em Portugal, também são considerados descendentes do Latim. Na Espanha, são oficiais o Castellano, ou língua de Castela e Navarra, conhecido como o Espanhol Padrão, o Galaico ou Galego, língua da região de Galiza, e o Catalão, da região da Catalunya, já o Euskara ou Basco, por ser falado por uma minoria, também é um língua oficial da Espanha, mas muitos bascos, assim como os catalães, não se consideram espanhóis.

Aspectos evolutivos

Como o latim vulgar era a língua da maioria da população romana, ela se espalhou para várias regiões da Europa, através das conquistas e expansão do território romano, sendo a principal causa do surgimento das línguas, a mistura de dialetos, vocábulos romanos, impostos aos povos submissos ao império, mas que preservaram as suas línguas nativas, misturando-as a língua imposta pelos conquistadores. Existem muitas semelhanças entre as línguas neolatinas, principalmente na escrita e significação das palavras, já na pronúncia e fala, as diferenças são mais notáveis, mas mesmo assim, percebemos algumas semelhança, como por exemplo: no latim: Passione> Português: Paixão; onde notamos a evolução na escrita, por a pronúncia ter sido modificada ao longo dos anos.

Considerações finais

Essas evoluções são apenas uma parte do montante linguístico que nos rodeia, e que damos pouca atenção, mas mesmo assim, aprendemos mais sobre a língua quando estudamos o seu passado, e percebemos o quão rica ela é, por ser uma mescla de várias culturas, representadas através das palavras, que compõe o nosso vocabulário, e que faz da língua portuguesa, uma das mais importantes da humanidade. 

Referências:

CARDEIRA, Esperança. O essencial sobre a: História do português. MATEUS, Maria Helena M.& VILLALVA, Alina (Orgs.) Coleção Essencial: Editorial Caminho. Portugal, 2006. 

sábado, 5 de janeiro de 2013

O peixinho que descobriu o mar (Conto Infantil)


             Cristóbal nasceu num aquário. O mundo dele resumia-se a um pouco de água entre quatro paredes de vidro, alguma areia, pedras, uma miniatura de caravela em madeira e uma tartaruga, cujo nome era Alice.
              Alice, que vivera em outros lugares, contava para Cristóbal suas aventuras no mar, foi ai que Cristóbal iniciou seu projeto em busca da liberdade.
              Cristóbal tentou sair de qualquer jeito, mas não conseguiu. De repente Alice acordou e viu, Cristóbal tentando sair. Então ela perguntou:
             - Porque você está tentando sair de dentro do aquário?
             - Porque eu queria explorar coisas novas, como as histórias que você estava me contando! – Respondeu Cristóbal.
             Alice ficou triste pois não queria dizer que se ele saísse do aquário, ele não conseguiria sobreviver fora da água. Mas ele não queria desapontá-lo.
             O peixinho sonhava toda a noite com o mar. Numa certa noite apareceu a gata Verônica, querendo comê-lo. Mas ele era muito escorregadio. Por esse motivo a Verônica não conseguiu comer o Cristóbal.
             Então num certo dia ele conheceu Jucá, um pelicano que morava por perto. Alice só ficou ouvindo o plano dele, e as tentativas que ele fez para sair do seu aquário e conhecer o mar.
             Por isso Jucá disse:
             - Eu já conheci o mar! É muito bonito! Aposto que você iria adorar. Mas como você não consegue sair do aquário, eu acho que nunca conseguirá.
             - Já sei, se você me tirar com o seu bico e me levar até o mar. Depois você leva a Alice! – Disse Cristóbal.
             Alice e Jucá concordaram.
             Jucá levou Cristóbal e Alice conhecer o mar. Os dois adoraram. Eles queriam ficar lá para sempre. Mas não queriam que a Ama ficasse triste.
             Então decidiram voltar para casa.
             No outro dia Jucá perguntou a eles, se queriam visitar o mar novamente. Eles aceitaram. E assim jucá perguntou:
             - Se vocês quiserem posso levá-los todos os dias para o mar.
             Os dois ficaram felizes pela proposta de Jucá. E assim fizeram novos amigos. E todos ficaram contentes.

FIM.

Larissa Drechsler

Referências:

DRESCHLER, Larissa. O peixinho que descobriu o mar. Texto Infantil. Recanto das Letras, 2008. Acesso em: 05 de jan. 2013.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O que deve ser evitado numa dissertação?

Sempre após o título de uma redação, é recomendado não colocar ponto [ . ];
Ao terminar o texto, não coloque qualquer coisa escrita ou riscos de qualquer natureza;
No final da redação não precisa autografar;
Prefira usar palavras de língua portuguesa, evitar os estrangeirismos e palavras rebuscadas;
Não use chavões, provérbios, ditos populares ou frases feitas;
Não use questionamentos em seu texto, sobretudo em sua conclusão;
Jamais usar a primeira pessoa do singular, a menos que haja solicitação do tema (Exemplos: O que você acha sobre o aborto - ainda assim, pode-se usar a 3ª pessoa);
Evite usar palavras como "coisa" e "algo", por terem sentido vago. Prefira: elemento, fator, tópico, índice, item ou outros palavras sinônimas;
Repetir muitas vezes as mesmas palavras empobrece o texto. Lance mão de sinônimos e expressões que representem a ideia em questão;
Só cite exemplos de domínio público, sem narrar seu desenrolar. Faça somente uma breve menção;
A emoção não pode perpassar nem mesmo num adjetivo empregado no texto.
Atenção à imparcialidade;
Evite o uso de etc. e jamais abrevie palavras;
Não analisar assuntos polêmicos sob apenas um dos lados da questão.


Referências
_____. Partes de uma dissertação. PCI Concursos, 2012. [Artigo] Acesso em: 29/08/2012.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Como fazer um bom fichamento?


Exigências básicas para se fazer um bom fichamento:

1 Identificar a Fonte da Leitura (Livro, Tese não publicada, Artigo em revista etc);
1.1 Ano da Publicação (ou do documento, caso não tenha sido publicado);
1.2. Nome da Editora (em caso de ter sido publicado);
1.2.1. Número da Edição e/ou da impressão (nem sempre existe em publicações mais antigas);
1.2.2. Número de páginas (do livro e/ou da parte lida).
1.3. Título da Obra;
1.3.1. Título da Obra no Original (em caso de obra estrangeira. Está na ficha catalográfica)
1.3.2 Título do Capítulo ou do trecho lido (caso tenha lido um trecho sem título ou sub-título, procure dar um a partir da frase empregada pelo autor no início de um parágrafo);
1.4. Localização da obra (se obtida em biblioteca, da propriedade do próprio aluno etc);
1.5. Nome do Autor (ou autores) e/ou do Organizador;
1.5.1. Nome do Tradutor (no caso de ser uma obra escrita originalmente em outro idioma);
2. Tema da Obra (Administração, Sociologia etc.);
2.1. Palavras-chaves (caso haja na ficha catalográfica da obra valha-se delas, mas use também as que te pareçam mais indicadas);
2.2. Idéia ou idéias principais do autor (registre as que lhe pareçam as mais importantes. Aqui já se exigirá do aluno um esforço de síntese ao tentar captar tais idéias);
2.2.1. Objetivo (s) principal (is) do autor (nem sempre o autor explicita seu objetivo);
3. Reprodução de trechos da leitura (dos que considerar os relevantes para a apreensão do conjunto da leitura. Importante ao final da reprodução identificar o item e a página de onde copiou);
3.1. Conceitos utilizados acompanhados da explicação do autor;
3.2. Nomes de outros autores ou livros citados no texto (trata-se da bibliografia comentada pelo autor ao longo de seu texto e sobre a qual ele faz referências);
4. Glossário de palavras e conceitos (há semelhança com o item 3.1.,mas há ligeira diferença);
5. Comentários do aluno sobre a leitura (fácil, difícil, o que aprendeu, o concluiu, etc.).
5.1. Dúvidas da leitura que deseja esclarecer em aula (se mais de uma numerá-las).

Quanto a forma de elaboração do fichamento, penso ser apropriado que este seja feito com ao menos duas (2) colunas para melhor divisão e clareza, mas não mais do que quatro (4) a fim de não torná-lo detalhado demais.

A MÚSICA E A POESIA NEGRA NO CONTEXTO BRASILEIRO

ARANTES, Alessandro de Oliveira (EMBNT/UERN/PCP/ASPAM).

“é através do som do tambor, instrumento que demarca a musicalidade africana, que o poeta elabora sua visão de irmandade de um povo em diáspora” (ADOLFO, 2000:26).

RESUMO:

Este trabalho tem como princípio fundamental, mostrar um pouco do contexto da música e poesia negra no Brasil, abordando alguns aspectos de forma breve, e de grande importância, onde procuramos iniciar falando um pouco acerca do contexto sociocultural e histórico, enfocando nas linhas iniciais a questão de que nosso país é uma sociedade multicultural, formada por vários povos, e que coexistem em um todo, e que contribuíram grandemente para estabelecer uma cultura forte e miscigenada, sendo esta uma marca que faz de nossa nação única; também abordar sobre a música e a poesia negra, especificamente no Brasil, onde procuramos explicar de forma simples que as diferentes manifestações artísticas, no âmbito do texto e da música, mostrando que os elementos conseguem coexistir harmonicamente, e que juntos conseguem valorizar as suas raízes negras. Depois abordamos um pouco sobre a música negra no Brasil, mostrando os diferentes e mais populares ritmos de origem negra, enfocando aqueles que são mais presentes, também sobre os instrumentos usados por esses movimentos, também falamos sobre a poesia negra brasileira. Também, abordamos sobre a poesia negra, procurando mostrar de forma breve alguns expoentes dessa literatura, mostrando suas marcas mais importantes.

PALAVRAS-CHAVE: Sociedade brasileira. Povos. Expressão cultural. Resistência. Música. Poesia e literatura.

INTRODUÇÃO:

A sociedade brasileira contemporânea que temos hoje se originou não somente da herança cultural europeia e indígena, sendo assim, as várias etnias que coexistem e integram a nossa sociedade multicultural, desse país que hoje é chamado de Brasil; nós brasileiros devemos bastante, particularmente aos povos que compõe e que ajudaram (de maneira indireta) a contribuir com a formação de uma nação multicultural, sendo que a nossa cultura foi formada a partir da incorporação e miscigenação de valores, elementos étnicos e sociais de cada povo que veio imigrado para nossas terras, também aqueles que vieram escravizados dos países africanos, refugiados da Ásia e Europa, povos colonizadores de Portugal, Espanha, Holanda, França e Inglaterra, que na tentativa de colonizar e estabelecer uma nova nação subordinada a uma nação maior fez com que a sua cultura fosse imposta em detrimento daquelas já existentes (as indígenas, pré-colombianas e ancestrais) que há milênios permanecem e sobrevivem, algumas extintas e outras respirando e assimilada a outras culturas.

O Brasil de hoje como conhecemos, está passando por um processo de valorização das culturas que nela existem, principalmente aquelas que foram subjulgadas e proibidas em décadas passadas por regimes ditatoriais, que suprimiam qualquer forma de expressão, culto, música, poesia e literaturas oriundas dos povos por eles tidos como inferiores. Entre os quais, destacam-se os cidadãos oriundos das etnias africanas, asiáticas e de alguns países sul-americanos e europeus, mais especificamente as culturas africanas tiveram um grande papel em nossa cultura, e que será abordado nessa pesquisa, onde procuramos mostrar como ela se faz presente em tudo que fazemos, mais especificamente na música e poesia que será alvo de nossa abordagem teórico-metodológica.

1      A MÚSICA E A POESIA NEGRA NO CONTEXTO BRASILEIRO

A música e a poesia de origem negra coexistem no Brasil de forma harmoniosa, sendo que a primeira vem se fortalecendo de uma forma impressionante, e passando a influenciar e a originar ritmos e estilos musicais novos ou mesclados com outros, igualmente a poesia que vem se revelando como um forte instrumento de expressão, resistência e libertação dos valores negros, e um resgate de sua identidade étnica, o que foi inspirado no movimento chamado de Pan-africanismo, que tinha como princípio resgatar e valorizar os elementos pluriculturais negros, revelando ao mundo uma nova maneira de ser negro, resgatando o orgulho da identidade negra, revalorizando suas tradições e sua participação na história, conforme Laranjeira (1995) nos diz que é, hoje, tido como assente que o Pan-africanismo influenciou todos os grupos e movimentos da sociedade, da política e da cultura dos negros africanos e extra-africanos no sentido de uma identificação com sua comunidade racial e, muitas vezes, com um sentimento e uma prática de solidariedade e fraternidade universal.

Essas ideias libertárias e princípios de integração e valorização dos negros de maneira geral foram disseminados no Brasil pelos escravos e imigrantes oriundos dos Estados Unidos principalmente e também de Angola, Guiné, Moçambique, África do Sul, Jamaica, Haiti e Suriname, onde fugindo da repressão causada pelos povos dominadores, e pela escravização que ocorriam nesses países, e alguns deles ao chegar a nosso país, passaram a influenciar de forma significativa e a contribuir com os elementos de sua cultura na nossa já existente.

1.1  A MÚSICA NEGRA NO BRASIL

A música negra em nosso país teve como origens através da incorporação de movimentos culturais existentes em outros países, e que foram trazidos para nossas terras através da migração que mencionamos no capitulo anterior, e que tinham como princípio básico a necessidade de valorizar e resgatar ideais, valores étnicos e herança cultural, artística e social de seus povos de origem; além de proporcionar essa matriz de distinção étnico-cultural, também como forma de resistência, expressão e libertação, além de exaltar princípios religiosos, artísticos e literários (esse último será abordado mais a frente).

Especificamente, a música originária dos povos africanos existe hoje sobre diferentes formas, e sobrevivem em nossa sociedade de forma pura ou miscigenada, sendo assim, no Brasil existem mais de 60 gêneros musicais de origem negra, alguns puros e outros mistos, e também alguns novos, que se originaram através da evolução de outros, entre os quais destacamos alguns que são mais difundidos e conhecidos:

a)      Samba: Estilo musical originário da mistura de ritmos africanos, especificamente os de Angola, e que chegaram à Bahia durante a época da escravatura, e que deram origem ao samba de roda, e posteriormente aos samba como conhecemos hoje, que foi concebido através da mistura dos elementos do Maxixe, lundu, semba, batucada, jongo, modinha e choro;
b)     Afoxé: É um ritmo afro de origem iorubá, para alguns pesquisadores seria uma forma diversa do maracatu. O termo Afoxé da África denota a festa profano-religiosa efetuada pela nação no momento oportuno. A expressão afoxé teve uso restrito, apenas entre os seus participantes, já que os autores dedicados ao estudo do maracatu não a registram;
c)      Lundu: gênero musical contemporâneo e uma dança brasileira de natureza híbrida, criada a partir dos batuques dos escravos bantos trazidos ao Brasil de Angola e de ritmos portugueses. Da África, o lundu herdou a base rítmica, certa malemolência e seu aspecto lascivo, evidenciado pela umbigada, os rebolados e outros gestos que imitam o ato sexual. Da Europa, o lundu, que é considerado por muitos o primeiro ritmo afro-brasileiro, aproveitou características de danças ibéricas, como o estalar dos dedos, e a melodia e a harmonia, além do acompanhamento instrumental do bandolim.
d)     Maracatu: Estilo musical rítmico característico do estado de Pernambuco é caracterizado principalmente pela percussão forte, em ritmo frenético, que teve origem nas congadas, cerimônias de coroação dos reis e rainhas da Nação negra, originaram-se também de manifestações artísticas locais;
e)      Pagode: Originário do samba, sendo um gênero musical originado no Rio de Janeiro, que surgiu nos fundos de quintais, muito comuns no subúrbio da cidade.
f)      Rap: Estilo musical caracterizado por um discurso rítmico com rimas e poesias, que surgiu no final do século XX entre as comunidades negras dos Estados Unidos. É um dos cinco pilares fundamentais da cultura hip-hop, podendo ser interpretado a capella bem como com um som musical de fundo, chamado beatbox. Os cantores de rap são conhecidos como rappers ou MCs, abreviatura para mestre de cerimônias.
g)     Reggae: Estilo musical desenvolvido originalmente na Jamaica do fim da década de 1960. Embora por vezes seja usado num sentido mais amplo para se referir à maior parte dos tipos de música jamaicana, o termo reggae indica mais especificamente um tipo particular de música que se originou do desenvolvimento do ska e do rocksteady.
h)     Soul: é um gênero musical dos Estados Unidos que nasceu do rhythm and blues e do gospel durante o final da década de 1950 e início da década de 1960 entre os negros.
i)       Funk Carioca: Esse estilo musical é oriundo do Rio de Janeiro, mais precisamente das favelas. Apesar do nome, é diferente do funk originário dos Estados Unidos. Isso ocorreu, pois a partir dos anos 1970 eram realizados bailes black, soul, shaft ou funk, com o tempo, os DJs foram buscando novos ritmos de música negra, mas o nome original permaneceu.
j)       Ijexá: O Ijexá resiste atualmente como ritmo musical presente nos Afoxés, possuindo um ritmo suave, mas de batida e cadência marcadas de grande beleza, no som e na dança, onde é tocado exclusivamente com as mãos, os aquidavis ou baquetas não são usados nesse toque, sempre acompanhado do Gã (agogô) para marcar o compasso.
k)     Axé: Estilo musical surgido na Bahia na década de 80, esse ritmo se tornou a marca registrada do estado, originou-se segundo Syllos & Montanhaur (2002) da mistura entre o frevo pernambucano, ritmos afro-brasileiros, reggae, merengue, forró, maracatu, calipso e outros ritmos afro-latinos.
l)       Gospel: Gênero musical composto e produzido para expressar a crença, individual ou comunitária, cristã. A música gospel é escrita e executada por muitos motivos, desde o prazer estético, com motivo religioso ou cerimonial, ou como um produto de entretenimento para o mercado comercial.
                Existem também em nosso país, ritmos que não são populares, mas que representam uma significativa parcela da população, e que por elas são praticadas, sendo eles: Blues, Rhythm and Blues (R&B), Hip-Hop, Ska e Jazz.

1.1.1        Instrumentos Musicais de origem negra

            Entre os inúmeros instrumentos musicais de origem negra ou africana, destacamos aqueles que são mais conhecidos, e amplamente utilizados em nossa música, nos diferentes ritmos e estilos musicais hoje. Destacamos o Berimbau, Pandeiro, Atabaque, Timbau, Timba, Surdão de mão, Tambor, Afoxé, Pandeirola, Banjo, Cuíca, Conga, Xequerê, Marimba, Tantã, Surdo, Tamborim, Repique, Arghul, Balafon, Bendir, Caxixi, Ganzá, Djembe, Ghaida, Korá, Reco-reco, Senza, Quissanga, Uffataha, Ud, e muitos outros que não foram mencionados por aqui. Entre esses instrumentos supracitados, vemos que muitos deles são amplamente utilizados em nossa música, o Samba é com certeza o que agrega mais instrumentos dessa origem, assim como a Suingueira (pagode baiano), as baterias das escolas de samba e o Axé, que fazem uso destes instrumentos com intensidade e frequência.

1.2    A POESIA NEGRA NO BRASIL

A poesia negra brasileira como conhecemos existe no chamado grupo de literaturas afro-brasileiras, sendo que elas são pouco acessíveis, por não serem muito populares ou não serem acessíveis ao público por uma série de fatores que não irei me deter nesta abordagem, sendo assim, a poesia ainda resiste, e tem como sua principal forma de divulgação, no caso brasileiro, as obras são geralmente edições do autor, vendidas em bares, portas de teatro e outros espaços públicos (mas raramente em livrarias).
Uma das primeiras tentativas de caracterização geral da produção poética negra brasileira foi feita por Cassiano Nunes, no ensaio “A poesia negra no Modernismo Brasileiro”, publicado no número 5 da revista Cultura em 1972, onde o autor procurou mostrar e sugerir que as características da produção poética negra brasileira devem ser divididas de quatro formas básicas: os temas da vida da população negra, a utilização de ritmos negros, a utilização de um vocabulário “novo, rico e sugestivo” e a expressão das vivências negras. Também o autor nos mostra que as “vivências negras” seriam “Alegria natural, despreocupação, prática de magia, sentimentos de religiosidade”, mas também afirma que o negro brasileiro desconhece o rancor, sentimento hoje alimentado em algumas situações artificialmente, maliciosamente, pelo negro norte-americano. “Ao lado das justas explosões de ira, também vicejam o vigarismo, a chantagem, a profissionalização da negritude” (Nunes 1972: 119-121).
Sendo assim, notamos que a poesia negra brasileira se assemelha com aspectos da literatura negra americana, mas difere na questão da retratação do comportamento e vivência dos negros, conforme exalta Benedita Damasceno (1988) explorando algumas das características da poesia negra brasileira moderna são basicamente:
A procura e/ou afirmação da identidade negra; b) a ausência de um código de cor básico e obrigatório; c) o uso de temas da vida e da população negra resultante de vivências próprias ou de estudos e observações conscientes; d) a reprodução de ritmos negros; e) a introdução na poesia de termos e palavras do vocabulário afro-brasileiro; f) a transformação e a reabilitação semântica da linguagem (DAMASCENO 1988: 69).
Também ela defende e estabelece que existam quatro constantes discursivas ou “leis fundamentais” da poesia negra brasileira: entre elas a emergência do eu enunciador, que revela “a determinação do poeta de desvencilhar-se do anonimato e da ‘invisibilidade’ que o relegou a sua condição de descendente de escravos ou ex-escravos; a construção de uma epopeia negra, por meio da qual se procede ao resgate da história do negro, (re)contada em versão ‘não oficial’; a reversão dos valores, buscando a afirmação da identidade negra pela inversão ideológica do universo semiótico ligado ao negro, num quase virar do avesso as isotopias do “negro burro”, “negro indolente” etc.; uma nova ordem simbólica, que nada mais é do que uma consequência natural da “lei” anterior, na qual o poema se torna o espaço da destruição de uma simbologia estereotipada (Bernd, 1988: 77, 89). No início do século XX como surgimento de uma atuante imprensa negra no Brasil, e é por meio dela que se faz conhecido o nome do poeta Lino Guedes (1897-1951), considerado por Oswaldo de Camargo (1987: 75) como o primeiro poeta negro brasileiro que aceitou-se como negro.
            Nos dias de hoje, se aceitar como negro na literatura é algo bem difícil, pois muitos ainda temem sofrer preconceitos ou ser discriminado por suas origens, além de pensar que as pessoas irão julgar mal seus trabalhos, por causa de um estereótipo de que o negro não teria a capacidade de criar tais obras, mas como vemos em nossa sociedade, essas barreiras estão sendo quebradas e o negro está conseguindo se destacar nesse cenário.
A literatura negra se define, assim, na medida em que o(a) autor(a) negro(a) torna-se sujeito de seu próprio discurso. Deixa de ser personagem secundário, deixa de ser o “ele/ela” para ser protagonista, tornando-se o “eu” que tem a posse de suas falas. Mas a passagem do ser o “outro” na produção literária para um “eu” requer necessariamente a experiência histórica do ser negro; também “o conceito de literatura negra não se atrela nem à cor da pele do autor nem apenas à temática por ele utilizada, mas emerge da própria evidência textual cuja consistência é dada pelo surgimento de um eu enunciador que se quer negro” (BERND, 1988, p. 2).

1.2.1 Poetas negros e sua literatura como forma de expressão

Dentre os expoentes da literatura negra assim citamos alguns autores negros que ficaram conhecidos por sua rica poesia Oswaldo de Camargo, que além de poeta, é jornalista, contista, novelista e músico amador, sendo que ele é considerado a maior autoridade brasileira em literatura negra, pois desde os 17 anos, ele dedica-se a literatura e a seu acervo literário, um dos mais brilhantes quando o assunto é negritude. Nascido em 1936, em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, ele é um dos responsáveis pela inclusão da literatura negra no circuito cultural do Brasil; também destacamos Lima em 1926, quando aparece a figura de um poeta pobre e pequeno, surgindo assim uma nova fase da literatura negra; também Lino Guedes, que escreve com os olhos voltados para a comunidade negra; Luiz Gama e Cruz e Souza escreveram sobre o negro, mas não para um público negro, enquanto Lino Guedes escreve como negro, também sobre o negro e para o negro, num momento de ebulição cultural e social; depois veio Solano Trindade com sua poesia política, contestatória e marxista, que dá um rumo de grandeza à literatura negra cantando e exaltando Zumbi dos Palmares, fazendo com que a literatura negra atual segue essas duas tendências, somadas às influências africanas e, sobretudo norte-americanas, além de outros que não foram possíveis de mencionar, pois são vários, cada qual com sua obra em particular e que merecem uma atenção especial sobre suas publicações e também aqueles que fazem ou fizeram parte dos movimentos literários que passaram ou ainda estão vigentes no país.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por fim, a sociedade brasileira deveria valorizar mais e passar a reconhecer que a música e a poesia negra tem um papel importante na formação da sociedade brasileira, sendo que, a primeira, se faz mais presente no cotidiano, enquanto a poesia ainda se encontra um pouco inacessível, por muitos leitores ainda desconhecerem alguns nomes dessa literatura, também elas passaram a serem mais estudados por pesquisadores, interessados em descobrir e entender de fato o que ela é, assim como a música negra, que vem influenciando significativamente na música brasileira, bem como, também, os movimentos culturais de maneira geral, e principalmente aqueles que possuem a mesma origem. Outro ponto a ser exaltado é a tamanha influência que a cultura africana teve em nosso país, contribuíram para a diversificação rítmica, poética, musical e literária, também com a parte de instrumentos musicais e técnicas rítmicas, além da escrita e forma das poesias, abordando temas do cotidiano negro, procurando exaltar e trazer para o conhecimento público os sentimentos, ideais, sonhos, e toda forma de expressão e exaltação dos valores e preservação de culturas afro-brasileiras, proporcionando uma liberdade de expressar e demonstrar seus valores e o que sentem de fato.

REFERÊNCIAS

ADOLFO, Sérgio Paulo (2000): Vozes negras em terra de branco. In: Signum: Estudos Linguísticos. Londrina, n. 3, p. 19-30.

ALENCAR, Edigar de. Nosso senhor do samba. Rio de Janeiro: FUNARTE, 1988.

ARANHA, Ana. Vinte anos de baianidade. Revista Época [on line], Edição 351. [S. I.]: 07 fevereiro 2005. Disponível em: <http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT904129-1661,00.htm >. Últilmo acesso em 15 setembro 2012.

BERND, Zilá (1988b):. Introdução à Literatura Negra. São Paulo, Brasiliense.
CAMARGO, O. org. 1986. A razão da chama: antologia de poetas negros brasileiros. São Paulo: Edições GRD.
DAMASCENO, B. G. 1988. Poesia negra no Modernismo brasileiro. Campinas: Pontes.

GARDEL, André. O Encontro Entre Bandeira e Sinhô. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, 1996

LARANJEIRA, Pires (1995): A Negritude africana de língua portuguesa. Porto, Afrontamento.

MORAIS JUNIOR, Luis Carlos de. O Sol nasceu pra todos: a História Secreta do Samba. Rio de Janeiro: Litteris, 2011.

NUNES, C. 1972. “A poesia negra no Modernismo brasileiro”. Cultura 5: 118-123.

OXFORD English Dictionary (Dicionário de Inglês Oxford). Oxford University Press. ISBN13: 9780195170771
O AFOXÉ trata-se de mais um ritmo afro presente na cultura local: De origem iorubá, a palavra afoxé poderia ser traduzida como "a fala que faz". Wikipédia, 2012. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Afox%C3%A9_(ritmo)> Acesso em: 07 nov. 2012.

SANTOS, Donizeth Aparecido. Espéculo. Revista de estudios literarios. Universidad Complutense de Madrid - Espanha. Madrid, UCM, 2010. Disponível em: acesso em: 07 nov 2012.

SYLLOS, Gilberto de. e MONTANHAUR, Ramon. Bateria e Contrabaixo na Música Popular Brasileira. 3ª edição.Rio de Janeiro: Lumiar,2002, (p. 65).

_____. Dicionário Cravo Albin da música popular brasileira. Instituto Cultural Cravo Albin, UFRJ/UNIRIO/SEE-RJ/. Rio de Janeiro: Brasil, 2012. Disponível em: http://www.dicionariompb.com.br/ Acesso em: 07 nov. 2012.



ANEXOS

ANEXO 1: Exemplo de Lundu
Umbigada (Lundu de Roda)

(Autor desconhecido)
Uê, uê... uê, uá..Uê, uê... uê, uá...
A lua vai saí e eu vô girá. A lua vai saí e eu vô girá.
Vou caçá meu tatu, meu tamanduá.
Vou caçá meu tatu, meu tamanduá.
Uê, uê... uê, uá...Uê, uê... uê, uá...
Umbigada de papudoé papudo que dá.
Eu também sô papudoeu também quero dá.
Uê, uê... uê, uá...Uê, uê... uê, uá...
O jacu tá no pau, atira, Antonio.
O jacu tá no pau, eu vô atirá.
Umbigada de papudo é papudo que dá.
Eu também sô papudo eu também quero dá.
Uê, uê... uê, uá...Uê, uê... uê, uá...
Urubu desceu na terra com fama de dançadô.
Gavião pegô a dama gavião foi quem dançô.
Ora dança, urubu! Não senhor! Ora dança, urubu! Não senhor!

ANEXO 2: EXEMPLO DE POESIA NEGRA
BATUQUE

Batuque
tuque
tuque
todo o muque
no tambor.
/.../
Esses negros loucos batendo
já com a cor de Exu-Bará nos dedos,
couro contra couro,
mas o couro do inhã é mais forte,
lá vai seu ronco de trovoada
e a terra vai rachar em fendas
- toque de Xangô.

Batuque
tuque
tuque
todo o muque
no tambor. (Silveira, 1981:16)

ALÔ

Alô Guianas 
Surinam 
Colômbia 
Todamérica 
nossos tambores 
de caule e couro 
e som de cerne 
se saúdem 
fraternos. ( Silveira, 1981:13 )

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Língua Brasileira? Afinal, que língua é falada no Brasil?


“Não falamos português, falamos brasileiro!”, diz Eni P. Orlandi, autora do livro Língua Brasileira e Outras Histórias. A autora tem também um artigo publicado intitulado Língua Portuguesa, na revista Ciência e Cultura. Nele, a autora afirma que a dúvida sobre qual idioma nós falamos é antiga! Segundo ela, “esta é uma questão que se coloca desde os princípios da colonização no Brasil”.
“A língua brasileira, ou o português no Brasil, não é apenas uma contextualização do português de Portugal; ela é uma historicização singular, efeito da instauração de um espaço-tempo particular diferente do de Portugal. Espaço-tempo que se caracteriza pela forte unidade da língua brasileira na representação do imaginário nacional. Em países de colonização, como o Brasil, dá-se o processo do que chamamos heterogeneidade linguística pelo qual a língua funciona em uma identidade dupla. Desse modo, línguas que são consideradas as mesmas, porque se historicizam de maneiras diferentes em sua relação com a formação dos países, são línguas diferentes. Ou seja, falamos a ‘mesma’ língua, no caso do português do Brasil e o de Portugal, mas falamos diferente.” (Fonte: Enciclopédia das Línguas no Brasil)
Para Orlandi, a língua brasileira é tão diferente da portuguesa quanto o latim é do português. A Revista Galileu de outubro dá alguns exemplos das diferenças entre a “mesma língua”! Quem for assinante pode ler a matéria aqui, se não for seu caso, aqui vão alguns exemplos:

Tempos Compostos    
A preferência nacional é por tempos construídos com dois verbos, enquanto o português prefere os tempos simples          
Brasileiro – “Vai passar nessa avenida um samba popular”                 
Português – “Passará nessa avenida um samba popular”
Topicalização
Em terras brasileiras, costumamos repetir parte das frases de maneiras diferentes
Brasileiro – “O menino, ele saiu depressa”                   
Português – “O menino saiu depressa”
Gerúndio
Nós preferimos dizer no gerúndio, e o português, no infinitivo    
Brasileiro – “Às vezes no silêncio da noite, eu fico imaginando nós dois”               
Português – “Às vezes no silêncio da noite, eu fico a imaginar nós dois”
Discurso
O jeito de pensar, construir as frases e os significados é diferente entre brasileiro e português   
Brasileiro – “A coxinha acabou”                           
Português – “Temos coxinha, mas acabou”
Pronomes
O brasileiro gosta de colocar o pronome antes do verbo e o português, depois
Brasileiro – “Deixa disso, camarada, me dá um cigarro”               
Português – “Deixa disso, camarada, dê-me um cigarro”
Significados
E as duas línguas tem a mesma palavra, mas com definições diferentes
Brasileiro: Bizarro (com o sentido de esquisito, com aspecto estranho) 
Português: Bizarro (com o sentido de bem equipado, bem-apessoado)
Segundo a revista, não chega a ser um problema essas diferenças, “é apenas o nosso jeito de falar”.
Porém, em alguns casos chega a ser engraçado. Por exemplo, se esse blog estiver sendo lido por um português, e eu escrever que é melhor que ele tome uma pic* no c*, ele vai procurar um médico. Se for um brasileiro, vai entender porque eu coloquei esses asteriscos no meio!

Referências:

CARDOSO, Bruno.  Língua Brasileira?. In: portal: O jornalista.com. O jornalista: Brasil, 2009.

ORLANDI, Eni. P. Língua Brasileira apud Português. In: ELB Labeurb. Unicamp: Campinas, 2010. <http://www.labeurb.unicamp.br/elb/portugues/lingua_brasileira.html>

Conjunções, quais são e como funcionam?


As conjunções são palavras invariáveis que servem para articular/ligar frases ou elementos semelhantes da mesma frase.
            Há dois tipos de conjunções: coordenativas e subordinativas.

Conjunções coordenativas – ligam dois elementos semelhantes da mesma frase ou duas frases da mesma natureza, independentes gramaticalmente mas entre as quais existe uma relação.

Ex. :
            Alguns rapazes e algumas raparigas foram ao cinema.
            Hoje foram ao cinema, mas amanhã vão ao teatro.

Conjunções subordinativas – ligam duas frases, uma das quais está subordinada, ou seja, depende de outra. As conjunções subordinativas introduzem as frases subordinadas.

Ex. :
            Quando saíram, foram ao cinema.


COORDENATIVAS

CONJUNÇÕES

LOCUÇÕES

Copulativas
(indicam adição)


e, nem, também, que
não só ... mas também,
não só ... como também,
tanto ... como

Adversativas
(indicam oposição)

mas, porém, todavia,
contudo, entretanto, que
apesar disso, no entanto, ainda assim, não obstante, de outra sorte


Disjuntivas
(indicam alternativa)


ou
ou ... ou, já ... já, ora...ora, nem ... nem, quer ... quer, seja... seja, seja   ... ou

Conclusivas
(exprimem uma conclusão)

logo, pois, portanto
por conseguinte,
por consequência

SUBORDINATIVAS
CONJUNÇÕES
LOCUÇÕES


Causais


porque, pois, porquanto, como (= porque),
que ( = porque)


visto que, pois que, já que, por isso que , por isso mesmo que


Temporais


quando, enquanto, mal, apenas, que

antes que, depois que, logo que, assim que, desde que, até que, primeiro que, sempre que, todas as vezes que, tanto que, à medida que, ao passo que



Finais



que ( = para que)


para que, a fim de que

  Para além destas conjunções subordinativas, há ainda as subordinativas concessivas, consecutivas, comparativas e integrantes que serão estudadas mais tarde.

Referências:

SOA. Lurdes. Conjunções. Informativo. In Língua Portuguesa. Programa Prof2000. Portugal, 2012. [Artigo]<http://www.prof2000.pt/users/lurdes_soa/conjun%C3%A7%C3%B5es-info.htm>

terça-feira, 16 de outubro de 2012

VERBOS TEMPORAIS


Pensando, vivendo, observando, falando e pensando
Naquilo que nos faz ser, poder, ter e dizer
Coisas que vemos, sentimos, ouvidos e vemos em nossos dias.

Por sermos seres crescentes, consequentes, complacentes
Em conseguirmos aquilo que cremos, podemos, vemos, ao nossos pés
E lutamos para conquistar, mostrar e vivenciar a quão ilustre e divina vida.

Por: Alessandro De Oliveira Arantes

terça-feira, 18 de setembro de 2012

ASSASSINARAM O PORTUGUÊS


Assassinaram o português,
Em plena campanha política em frente do mar
Naquela noite, falaram mal os cidadãos
Não sabiam nem como falar avião,
Além de outras palavras,
Que nem eles sabiam pronunciar,
E foi então que falaram lá fora,
Dizendo que não sabia falar,
E aí a galera se apavora,
Quando ele vai enfim falar.

E aí?
Assassinaram o português!
Em plena campanha política em frente do mar
Naquela noite, erraram tanto os plurais,
Trocaram todas as vírgulas e também os tempos verbais,
Deixando tudo no singular,
Além de não entender o que foi falar,
Desceu o pau nos acentos lá fora,
Dizendo que os iria consertar,
Mas mesmo assim a galera deu risada,
Quando um deles foi falar.

E aí, meu irmão?
Assassinaram o português!
Em plena campanha política em frente do mar
Naquela noite, eles falaram dos irmão
Mas não sabiam prestar a atenção,
E se esqueceram do plural lá fora,
Falando sem muita atenção,
Descendo o pau nos acentos e pontos finais,
E achando que tudo isso é normal.
E agora vejo o porquê de tudo isso,
Porque eles não sabem falar,
E ainda dizem nas ruas,
Que sabem falar.

E aí, meu irmão?
Assassinaram o português!
Na campanha política em perto do mar,
Onde todos não entendiam um tostão,
Das palavras, ou dos velhos jargões,
Que vivem há muito tempo,
Apenas fazendo errar,
Naquelas palavras difíceis,
Tentando improvisar,
E é aí que a coisa piora,
Quando um deles tenta melhorar,
E aí não mais para fazer mais nada,
E agora é só escutar.

(Ah!...Ah!...Ah!)

Assassinaram o português!

ALESSANDRO DE OLIVEIRA ARANTES

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Regras básicas para a elaboração de uma redação II: Argumentar e Avaliar


Não comece a redação com períodos longos. Exponha logo suas ideias.
-Não fundamente seus argumentos com fatos que não sejam de domínio público.
-Os argumentos do desenvolvimento da redação devem surpreender o leitor. -Suas ideias precisam ser saborosas para atrair sua atenção.
-Dê sua opinião, argumentando. Não use expressões como eu acho, eu penso, para mim ou quem sabe, pois denotam imprecisão em suas ponderações. É preciso mostrar conhecimento e domínio sobre o tema que está escrevendo.

A autocrítica pode ser essencial quando se deseja melhorar o texto.
Avalie o texto. Verifique se as frases soam bem, se não contêm cacófatos ou rimas. Começou bem a redação e terminou-a melhor ainda?
A avaliação de uma redação segue um critério rigoroso, pois está relacionada à norma culta da língua portuguesa. Além da parte específica de gramática, muitas vezes recorre-se à grafologia para verificar-se o perfil psicológico e pendores vocacionais do candidato à função que pleiteia.


Referências:

TORQUATO, Adilson. Completíssimo manual de redação: como evitar a anulação de sua redação. Mundo vestibular, 2012. [artigo] Acesso em: 27/08/2012.




sábado, 8 de setembro de 2012

Regras básicas para a elaboração de uma redação I: Uso do Aposto


Como usar o Aposto?

Use o aposto — explicação sobre um termo ou expressão da frase — quando, ao mesmo tempo em que caracterizar você pretender explicar a própria atitude da personagem.

Mariana, enfurecida, arremessou o valioso colar no rio.
A Universidade pública deve ser defendida por todos, ricos ou pobres.  
O estudo do Romeno, língua neolatina como o Português, pode ser bastante facilitado com o uso de uma gramática comparativa.


Referências:

TORQUATO, Adilson. Regras básicas para a elaboração de uma redação. In: Completíssimo manual de redação: como evitar a anulação de sua redação. Mundo vestibular, 2012. [artigo] Acesso em: 27/08/2012.


O que fazer para não ter a sua redação anulada?

A redação poderá ser anulada, ou receber nota zero, se:

1. Estiver ilegível. 
2. Fugir do assunto.        
3. For escrita a lápis.      
4. For escrita com rasuras e sem título.       
5. For apresentada sob a forma de verso.    
6. Não obedecer ao espaço e ao número de parágrafos determinados.
7. Não seguir as instruções relativas ao tema escolhido.
8. Tiver menos ou mais linhas do que a quantidade preestabelecida.
9. Contiver cópias das ideias do texto de motivação, quando este for dado.
10. Contiver elemento que identifique o candidato (como letra de forma ou de imprensa, por exemplo).



Referências:

TORQUATO, Adilson. Completíssimo manual de redação: como evitar a anulação de sua redação. Mundo vestibular, 2012. [artigo] Acesso em: 27/08/2012.