sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Evolução acadêmica I - Educação infantil

A educação infantil consiste na educação das crianças antes da sua entrada no ensino obrigatório. É ministrada normalmente no período compreendido entre o zero e os seis anos de idade de uma criança. Neste tipo de educação, as crianças são estimuladas - através de atividades lúdicas e jogos - a exercitar as suas capacidades motoras e cognitivas, a fazer descobertas e a iniciar o processo de alfabetização.

Internacionalmente, à educação infantil ou pré-escolar corresponde normalmente o nível 0 definido pela ISCED. Contudo, em alguns sistemas educativos, este tipo de educação pode incluir a que é ministrada a crianças de idade inferior a três anos, portanto a um nível inferior ao do ISCED 0.

A educação infantil ou pré-escolar é ministrada em estabelecimentos educativos de vários tipos como berçários, creches, pré-escolas, jardins de infância, infantários ou jardins-escola.

Educação infantil no Brasil

No Brasil, por volta da década de 1970, com o aumento do número de fábricas, iniciaram-se os movimentos de mulheres e os de luta por creche, resultando na necessidade de criar um lugar para os filhos da massa operária, surgindo então as creches, com um foco totalmente assistencialista, visando apenas o “cuidar”. Pois segundo Faria (1999, p.25). Se os anos 70 voltaram-se para a mulher, nos anos 80, essa mulher voltou-se para as crianças. Foram, em geral, as feministas intelectualizadas de classe média, e que eram contra a ditadura, que passaram a pesquisar sobre a infância e assessorar os governos progressistas que, atendendo às reivindicações populares, prometeram creches nas suas campanhas eleitorais.

Só em 1988 a educação infantil teve início ao seu reconhecimento, quando pela primeira vez, foi colocada como parte integrante da Constituição, depois em 1990, com o Estatuto da Criança e do adolescente (ECA, Lei federal 8069/90), entre os direitos estava o de atendimento em creches e pré-escolas para as crianças até os 6 anos de idade. Pela primeira vez na história, uma Constituição do Brasil faz referência a direitos específicos das crianças, que não sejam aqueles circunscritos ao âmbito do Direito da Família. Também pela primeira vez, um texto constitucional define claramente como direito da criança de 0 a 6 anos de idade e dever do Estado, o atendimento em creche e pré-escola. (CAMPOS, ROSEMBERG, FERREIRA, 1995, p.17 e18) Posteriormente, entramos em um período de debate em torno da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), período que se estendeu até meados da década de 90.

Nesse período, sem a aprovação da LDB, a lei maior, o Ministério da Educação em conjunto com outros segmentos define uma política nacional para educação infantil, propondo a criação de uma Comissão Nacional de Educação Infantil (CNEI), que a visão de formular e implementar políticas na área, atuando de 1993 a 1996. Em 1994, aconteceu a Conferência Nacional de Educação para Todos, e um dos eventos preparatórios à conferência foi o I Simpósio Nacional de Educação Infantil, que aprovou a Política Nacional de educação Infantil, com o apoio da CNEI.

A partir da Constituição de 1988, do Estatuto da Criança e do Adolescente em 1990 (ECA, Lei Federal 8069/90) e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional em 1996, lei 9394/96 (BRASIL, 1996), a Educação Infantil foi colocada como a primeira etapa da Educação Básica no Brasil, abrangendo as crianças de 0 a 6 anos, concedendo-lhes um olhar completo, perdendo seu aspecto assistencialista e assumindo uma visão e um caráter pedagógico. Nesse momento acontece a Municipalização, a Educação Infantil passa a ser responsabilidade dos Municípios, com certo vínculo de verba com o Estado.

De acordo com Faria (1999, p.68) Apenas hoje no Brasil, ou melhor, felizmente hoje, dez anos depois de promulgada a primeira Constituição que garante o direito à educação das crianças de 0 a 6 anos em creches e pré-escolas estão tentando regulamentar as instituições de educação infantil.

Barreto (2008, p.24) coloca que atenção à Educação Infantil no Brasil é decorrente das últimas duas décadas de reflexões, pois a partir da LDB a Educação Infantil passou a ser o início da Educação Básica, buscando abolir a visão assistencialista e com o olhar na formação dos profissionais que atuam nessa área.

Legislação

No Brasil considera-se como educação infantil o período de vida escolar em que se atende, pedagogicamente, crianças com idade entre 0 e 5 anos e 11 meses. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional chama o equipamento educacional que atende crianças de 0 a 3 anos de "creche". O equipamento educacional que atende crianças de 4 a 6 anos se chama "pré-escola". Na educação infantil a avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental.

Recentes medidas legais modificaram o atendimento das crianças PRÉ-ESCOLA, pois alunos com seis anos de idade devem obrigatoriamente estar matriculados no primeiro ano do Ensino Fundamental.

Os dispositivos legais que estabeleceram as modificações citadas são os seguintes:

  • O Projeto de Lei nº 144/2005, aprovado pelo Senado em 25 de janeiro de 2006, estabelece a duração mínima de 9 (nove) anos para o ensino fundamental, com matrícula obrigatória a partir dos 6 (seis) anos de idade. Essa medida deverá ser implantada até 2010 pelos Municípios, Estados e Distrito Federal. Durante esse período os sistemas de ensino terão prazo para adaptar-se ao novo modelo de pré-escolas, que agora passarão a atender crianças de 4 e 5 anos de idade.

O Brasil sempre sofreu a influência de métodos de ensino de outros países. Essa influência se nota na grande quantidade de colégios particulares estrangeiros no país, principalmente os colégios de ensino bilíngue, no qual as crianças desde cedo tem o contato com uma língua estrangeira, além da língua pátria. No começo do século XX muitas escolas, hoje ditas tradicionais, se estabeleceram pelo país.

Situação atual

Apenas 18,4% da população de 0 a 3 anos estão matriculados em creches, segundo dados de 2009. Na pré-escola, a situação é um pouco melhor: cerca de 80% dos brasileiros de 4 e 5 anos estão na escola, mas ainda há uma demanda grande a ser atendida. Em São Paulo (SP), por exemplo, 125 mil crianças esperam por uma vaga em creche e 42 mil na pré-escola.


Referência:
http://pt.wikipedia.org/wiki

Importância e a influência da miscigenação de diferentes culturas na formação de uma língua.

Na história recente das nações que passaram pelo processo de colonização, por povos que tinham por objetivo, conquistar para poderem povoar ou explorar as riquezas do local invadido. Ao iniciarem esse processo de colonização, esses colonizadores impunham de forma forçada, a sua cultura, religião, costumes étnicos e sociais, suplantando em massa, as culturas nativas de um determinado povo.

Seguindo esse preceito, notamos que a língua em si se faz passível de evoluções. No caso dessas renovações serem linguisticamente benéficas, no ponto de vista da incorporação de novos vocábulos, adequação fonética, escrita; ou maléficas, no caso de suprimirem idiomas já impregnados e usados na sociedade colonizada, fazendo com que essa linguagem entre em processo de desuso, e consequentemente, a sua extinção por si só. Bem como também, essa mesma linguagem pode sobreviver dentro de outra língua, através dos vocábulos emprestados à linguagem estrangeira imposta numa determinada nação.

A cultura oriunda desses povos dominadores passa a ser usada pelos nativos com muitas restrições, principalmente por eles só aceitarem o idioma oficial deles. No âmbito da língua, notamos que esses, em sua maioria, adquirem uma grande resistência em assimilar essa nova forma de comunicação, e contraria os colonizadores, o que causava uma verdadeira guerra cultural, que em sua maioria era vencida pela cultura estrangeira.

Nos dias de hoje, a comunidade científica vê com bons olhos essa evolução que, a todo o momento, ocorre nas línguas de maneira geral, mesmo que esse aperfeiçoamento ocorra de forma lenta e progressiva, proporcionando o surgimento de novas palavras, através das misturas entre palavras distintas. Além disso, verificamos que a cada dia surgem novas variantes regionais ou até nacionais, que faz de um idioma heterogêneo, ou seja, cheio de novos dialetos.

Esses dialetos surgem a partir das mudanças que ocorrem na forma escrita das palavras, na pronúncia, criação de neologismos, hibridismos, etc. Entre as quais, as maiores fontes de transformação que provocam grandes influências na linguagem padrão através dos surgimentos de movimentos sociais, políticos, religiosos, grupos marginais, culturais e de libertação, que tiveram um grande papel na evolução da língua, principalmente por eles adotarem linguagens próprias, criadas ou incorporadas de outros grupos ou movimentos que foram surgindo fora de um determinado país. Também a incorporação dos vocábulos e escritas próprias de um determinado agrupamento, que ocorrem pelo contato entre membros de um grupo com outros externos, cada qual com suas características particulares.

Cada nação possui inúmeras culturas nacionais, que se complementam com outras que evoluem mesmo com as misturas que ocorrem entre elementos de uma com as das outras, formando culturas mistas. A miscigenação que ocorre em muitos países proporciona uma evolução e um fortalecimento de elementos culturais de ambos os povos que participam desse processo. Com o avanço das tecnologias que promovem a comunicação e a interação entre povos, pessoas oriundas de locais ou nações diferentes, em prol do conhecimento, da troca de experiências e culturas entre os mesmos.

Por fim, a miscigenação cultural proporciona a língua em si uma benéfica evolução e aperfeiçoamento, mas sem desvaler dos preceitos de uma língua padrão fixa, mas preenchida dessas misturas em seus vocábulos e adequações linguísticas, também permite a difusão e o surgimento de novas línguas ou dialetos, oriundos de misturas entre linguagens de diferentes grupos nacionais ou estrangeiros, sociais, cultuais, etc. que tiveram uma importante contribuição no crescimento e no fortalecimento de uma língua.


ARANTES, A.O. Importância e a influência da miscigenação de diferentes culturas na formação de uma língua. Texto dissertativo: fundamentos da língua espanhola. 2p. NAESM/UERN, 2011.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ode: Terra árida

Água,
Um pouco de água da chuva,
Para acalmar essa secura,
Nessa terra árida,
Que os rios não desaguam.
A vida desfalece,
Com a água que nos falta.

Nesse dias de seca,
Com o calor que aumenta,
As plantas secam,
E a consciência pesa,
Com essa secura severa.

A paciência que não aguenta,
Essa longa espera,
De uma chuva completa,
Para umedecerem às terras,
Enverdecendo às relvas,
Com a tão esperada nevoada.

Trazendo de volta à esperança,
De uma nova aliança,
No verdor nos campos,
Com as terras aguadas,
Ver a vida enfim retornada.

(ARANTES. A. O.)