sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Importância e a influência da miscigenação de diferentes culturas na formação de uma língua.

Na história recente das nações que passaram pelo processo de colonização, por povos que tinham por objetivo, conquistar para poderem povoar ou explorar as riquezas do local invadido. Ao iniciarem esse processo de colonização, esses colonizadores impunham de forma forçada, a sua cultura, religião, costumes étnicos e sociais, suplantando em massa, as culturas nativas de um determinado povo.

Seguindo esse preceito, notamos que a língua em si se faz passível de evoluções. No caso dessas renovações serem linguisticamente benéficas, no ponto de vista da incorporação de novos vocábulos, adequação fonética, escrita; ou maléficas, no caso de suprimirem idiomas já impregnados e usados na sociedade colonizada, fazendo com que essa linguagem entre em processo de desuso, e consequentemente, a sua extinção por si só. Bem como também, essa mesma linguagem pode sobreviver dentro de outra língua, através dos vocábulos emprestados à linguagem estrangeira imposta numa determinada nação.

A cultura oriunda desses povos dominadores passa a ser usada pelos nativos com muitas restrições, principalmente por eles só aceitarem o idioma oficial deles. No âmbito da língua, notamos que esses, em sua maioria, adquirem uma grande resistência em assimilar essa nova forma de comunicação, e contraria os colonizadores, o que causava uma verdadeira guerra cultural, que em sua maioria era vencida pela cultura estrangeira.

Nos dias de hoje, a comunidade científica vê com bons olhos essa evolução que, a todo o momento, ocorre nas línguas de maneira geral, mesmo que esse aperfeiçoamento ocorra de forma lenta e progressiva, proporcionando o surgimento de novas palavras, através das misturas entre palavras distintas. Além disso, verificamos que a cada dia surgem novas variantes regionais ou até nacionais, que faz de um idioma heterogêneo, ou seja, cheio de novos dialetos.

Esses dialetos surgem a partir das mudanças que ocorrem na forma escrita das palavras, na pronúncia, criação de neologismos, hibridismos, etc. Entre as quais, as maiores fontes de transformação que provocam grandes influências na linguagem padrão através dos surgimentos de movimentos sociais, políticos, religiosos, grupos marginais, culturais e de libertação, que tiveram um grande papel na evolução da língua, principalmente por eles adotarem linguagens próprias, criadas ou incorporadas de outros grupos ou movimentos que foram surgindo fora de um determinado país. Também a incorporação dos vocábulos e escritas próprias de um determinado agrupamento, que ocorrem pelo contato entre membros de um grupo com outros externos, cada qual com suas características particulares.

Cada nação possui inúmeras culturas nacionais, que se complementam com outras que evoluem mesmo com as misturas que ocorrem entre elementos de uma com as das outras, formando culturas mistas. A miscigenação que ocorre em muitos países proporciona uma evolução e um fortalecimento de elementos culturais de ambos os povos que participam desse processo. Com o avanço das tecnologias que promovem a comunicação e a interação entre povos, pessoas oriundas de locais ou nações diferentes, em prol do conhecimento, da troca de experiências e culturas entre os mesmos.

Por fim, a miscigenação cultural proporciona a língua em si uma benéfica evolução e aperfeiçoamento, mas sem desvaler dos preceitos de uma língua padrão fixa, mas preenchida dessas misturas em seus vocábulos e adequações linguísticas, também permite a difusão e o surgimento de novas línguas ou dialetos, oriundos de misturas entre linguagens de diferentes grupos nacionais ou estrangeiros, sociais, cultuais, etc. que tiveram uma importante contribuição no crescimento e no fortalecimento de uma língua.


ARANTES, A.O. Importância e a influência da miscigenação de diferentes culturas na formação de uma língua. Texto dissertativo: fundamentos da língua espanhola. 2p. NAESM/UERN, 2011.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ode: Terra árida

Água,
Um pouco de água da chuva,
Para acalmar essa secura,
Nessa terra árida,
Que os rios não desaguam.
A vida desfalece,
Com a água que nos falta.

Nesse dias de seca,
Com o calor que aumenta,
As plantas secam,
E a consciência pesa,
Com essa secura severa.

A paciência que não aguenta,
Essa longa espera,
De uma chuva completa,
Para umedecerem às terras,
Enverdecendo às relvas,
Com a tão esperada nevoada.

Trazendo de volta à esperança,
De uma nova aliança,
No verdor nos campos,
Com as terras aguadas,
Ver a vida enfim retornada.

(ARANTES. A. O.)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A geração de 45 e outras fases da literatura moderna

A Semana de Arte Moderna de 1922 teve como objetivo principal buscar nas raízes brasileiras e urbanas uma arte legitimamente nacional e cosmopolita.

Desse movimento artístico-cultural surgem muitas figuras artísticas da época. Na literatura destacam-se Mário e Oswald de Andrade; Tarsila do Amaral e Cândido Portinari na pintura; Brecheret, na escultura; Heitor Villa-Lobos, na música; no cinema nacional da época, Ademar Gonzaga, com a revista Cinearte (1926).

No Brasil durante a fase que ficou conhecida como Getulismo, ocorreram fatos que produziram benefícios e malefícios para a sociedade civil. Essa época ficou marcada pela concessão que o então Presidente da República da época, Getúlio Vargas, fez à classe operária, também à política trabalhista de mobilização e controle das massas. Nesse período o país estava entrando numa das fases mais sombrias da era Vargas, quando o governo central passou a adotar medidas enérgicas, ao aprovar a Lei de Segurança Nacional, em 1935, causando problemas aos opositores do governo, fazendo com que eles se agrupassem em torno da Aliança Nacional Libertadora. A resposta do governo foi breve, e em 1937 foi criado o Departamento de Imprensa e Propaganda, que teve como objetivo principal, ter controle absoluto sobre a imprensa, instaurando a censura prévia, em que ela era usada como método de controle, decidindo o que podia e o que não podia ser publicado, influenciando a opinião pública a favor do governo.

As artes de maneira geral procuravam seguir seu próprio caminho, passando a se organizar em grupos e companhias, primeiro com a companhia teatral de Procópio Ferreira; com o filme A Voz do Carnaval, em que Carmem Miranda, por exemplo, fica famosa. Lúcio Costa e Oscar Niemeyer chamam a atenção para a arquitetura brasileira, que estava começando trilhar um caminho de sucesso. Nessa época começam a surgir e tornarem-se conhecidos os romances regionalistas e estudos relacionados à sociedade brasileira. Destacam-se nesse período Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Rachel de Queiroz e Gilberto Freire.

Nas décadas de 40 e 50, a literatura brasileira começa a traçar novos rumos. Na prosa, surgem tendências diferentes do romance regionalista, a prosa psicológica e introspectiva e os contos intimistas. Seguindo essa tendência, Lygia Fagundes Telles se fixou nessa nova prosa que estava surgindo. Ela desenvolveu uma postura muito próxima à de Clarice Lispector.

A literatura dos anos cinqüenta retoma e transforma o regionalismo, enveredando por caminhos experimentais, particularmente com Guimarães Rosa. Em 1956, é eleito Juscelino Kubitschek, com um governo mais voltado para o desenvolvimento industrial, visando provocar a entrada de capitais estrangeiros, durante seu governo. Nasce Brasília, a nova capital do país. Passado o governo de Juscelino, foi eleito Jânio Quadros, que teve um governo rápido como um meteoro, tendo que renunciar após instaurar alterações na política, forçando o então vice-presidente João Goulart a assumir.

Nos anos 60, floresce o movimento Hippie. Nesta época iniciaram-se e se tornaram famosos os festivais de música popular brasileira, consagram-se vários nomes entre eles Chico Buarque de Hollanda e Caetano Veloso, além do Tropicalismo dos baianos e da Jovem Guarda de Roberto Carlos. Enquanto isso, no cenário político brasileiro, muda-se os governos militares. Nessa época surge O Pasquim, considerado o primeiro jornal alternativo, por se opor aos regimes em vigência naquele período. O jornal foi muito bem aceito pela sociedade, proporcionando a sua circulação do mesmo em todo país.

Finalmente, nos anos 70, o Brasil começa a ser visto como um país em transformação. Houve a abertura política, o fim do regime de exceção e a anistia. Também foi a época em que afloram e se tornam famosas as obras de Lygia Fagundes Telles.


Referências


ARANTES, Alessandro de Oliveira. Aspectos dialógicos em "O moço do saxofone", / Alessandro de Oliveira Arantes. Macau, RN, 2011. 51p.